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Sabadolatria?

O SABATISMO

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INTRODUÇÃO:

A – DADOS HISTÓRICOS.

FUNDADOR do movimento millerita: William Miller, fazendeiro norte-americano, natural de Low Hampton, Estados de Nova Iorque, nasceu em 1782 e faleceu em 1849. Era batista e pregador leigo, pois nunca fora ordenado.

Em 1818, após estudar dois anos as Escrituras, convenceu-se de que Jesus voltara a terra em 10/12/1843. Deduziu isso de Dn 8:13-14, tomando as 1.300 “tardes e manhãs” como sendo 2.300 anos contados a partir de 457 a.C., ano que Esdras subiu a Jerusalém, vindo de Babilônia. Miller com convixão própria começou a divulgar a sua mensagem antibíblica: “Cristo voltaria a terra em 1843 d.C”.

Em 1831 iniciou a pregação das suas doutrinas e começou o seu proselitismo, mas sem nenhuma organização. Catequizados pelo falso profeta, cerca de 30.000 pessoas o seguiram, deixando suas ocupações. Venderam suas propriedades e, na noite do dia fixado (10/12/1843 reuniram-se ao ar livre, perto dos montes Cats kills, Estado de Nova Iorque, para aguardar o evento. Todos trajavam as “vestes de ascensão”. Alguns dos mais curiosos aguardavam em cima dos telhados das casas próximas. Esperavam em vão!… A profecia de Miller discordava das palavras do Senhor Jesus em (Mt 25:13)).

Como Cristo não veio na data marcada, Miller alegou que houvera engano de um ano, por Ter feito seus cálculos baseados na cronologia Hebraica, em vez de romana. Marcou nova data 22/10/1844. A multidão que se reuniu nesse ano foi maior. Mas outra vez esperaram em vão… Então a maioria enfurecida abandonou o movimento. Outros mais apelaram para a violência, a fim de vingar-se de Miller.

B – O SUCESSOR.

A esta altura, um de seus auxiliares entra em cena, a senhora – Ellen Gould White, que se proclamou profetisa e líder do movimento. Para salvar a situação deixada por Miller, ela criou a teoria do “Santuário”. Essa teoria afirma que o “Santuário de Dn 8:13-14 está no Céu, não na terra, em que Cristo veio em 22/10/1844 a esse santuário para purificá-lo, trabalho que está fazendo até agora. A senhora White assegurou que tudo isso lhe tinha sido dado na” “revelação divina”. Em meio fanatismo religioso e as contradições teológicas sem base da sua seita, ela lançou a teoria do “Sabatismo”, para a guarda do sábado. Em uma da s suas “visões” lhe foi revelada “Um caminho estreito que se destinava ao Céu pelo que somente os adventistas caminhavam”.

C – OS VÁRIOS TÍTULOS DO SABATISTMO ATRAVÉS DOS TEMPOS.

Essa seita mudou de nome por diversas vezes. Chamou-se Igreja Cristã Adventista *(1855); Adventista do Sétimo Dia (1860); União da vida e Advento (1864): Igreja de Deus Adventista (1921). Depois ainda recebeu as denominações de Igreja Adventista Reformada, Igreja Adventista da promessa e finalmente, Igreja Adventista do Sétimo Dia. Esta constitui o principal grupo, mas há outros.

Dentre as doutrinas mais prejudiciais do sistema doutrinário sabatista, destacamos três:

1. A salvação depende de obras, isto é, da guarda do sábado, (Ef 2:8-9).

2. A inexistência do espírito entre a morte e a ressurreição, (Fp 1:23-24; II Cor. 5:1-8).

3. A aniquilação total dos ímpios, (Mt 25:45; Ap 14:11).

II – SABATISTMO E AS SUAS PRINCIPAIS DOUTRINAS.

A – AFIRMAÇÃO – A SALVAÇÃO DEPENDE DA GUARDA DA LEI.

REFUTAÇÃO:

a) Pela Lei ninguém será justificado diante de Deus, “Por isso nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado, (Rm 3:20)”, Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo, e não pelas obras da Lei; porquanto pelas obras da Lei, nenhuma carne será justificada, (Gl 2:16),… “Se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”, (Gl 2:21), “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus”, (Gl 3:11; “E de tudo o que pela lei de Moisés, não pudesse ser justificado, por Ele é justificado todo o que crê”, (Ap 13:39). “Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus, (Hb 7:19))”.

b) O crente não está debaixo da Lei. “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estás debaixo da lei, mas da graça”, (Rm 6:14); “mais depois que a fé veio, já não estamos debaixo do aio”, (Gl 3:25); no preâmbulo da lei, que é Êxodo 19 a que o povo se dirige a Deus (vv. 3-6), senão a Israel? A Lei foi um concerto entre Deus e Israel somente, quem afirmou o concerto do lado humano, foi o povo de Israel, os demais povos nada tem com ele. Um concerto que só Israel firmou, obriga outros povos? Êxodo 19:5, também mostra que o concerto da lei era restrito a Israel. Tratava-se de um governo Teocrático, (Êx 19:6). Muito cedo os israelitas quebraram o concerto e continuaram a transgredi-lo, por isso, em (Jr 31:31-34), Deus prometeu um novo concerto, que abrangeria não só a Israel, mas ao mundo. Hebreus 8:6-13 cita a mesma passagem de Jeremias e mostra que esse novo concerto já foi estabelecido por Jesus (vede também Hb 10:9). A Palavra de Deus afirma (Gl 3:7-10, 16-17). Que o concerto abraâmico, (Gn 12:3), não foi invalidado pela lei, mas, cumprindo-se em Cristo. Nós gentios, nada temos com o concerto da lei e sim com o abraâmico, que se cumpriu em Cristo. O novo concerto não pode ser anulado, porque Jesus cumpriu todas as condições exigidas, fez tudo o que era preciso fazer. Ao homem cabe apenas aceitá-lo ou rejeitá-lo.

c) O crente está morto para a lei. “Assim, meus irmãos, também, vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais outro”, (Rm 7:4. Em Romanos 7:16, a Palavra de Deus compara a lei a um marido falecido. Compara também os judeus (7>1), a uma viúva, livre para casar-se com outro que é Cristo. Nos vv. 4-6, o apóstolo ainda mostra outra faceta da verdade: quando se aceita Cristo, morre-se para a lei juntamente com Ele. Que pode a lei fazer com um morto? Quando um grande criminoso morre, a lei perde a força que tinha contra ele. Isso esclarece o texto. No v. 1. Vê-se que a passagem visa especialmente aos judeus. Ora, se os judeus, a quem foi dirigida à lei, não estão debaixo dela, muito menos nós que nunca fomos judeus! A passagem mostra que na conversão, morremos com Cristo, logo morremos para ale, v. 4. Misturar lei com a graça é incorrer em grande perigo).

d) O crente está livre da lei. “Mas agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo que estávamos retidos, para que sirvamos em novidade de vida, e não na velhice da letra” (Rm 4:6).

e) Somos salvos pela graça de Deus. “Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus. Não vem das obras para que ninguém se glorie”, (Ef 2:8-9); “Porque a graça de Deus se há manifestada, trazendo salvação a todos os homens… ” (Tt 2:11). “Para que sendo justificados pela sua graça…”, “Sendo justificado gratuitamente pela sua graça…”, (Rm 3:24); “Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo”, (At 15:11).

f) Querer ser salvo pela lei é declarar sem valor a morte de Cristo. “Porque se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”, (Gl 2:21).

g) Querer ser salvo pela lei, é viver na carne e não no espírito. Só quisera saber isto de vós, recebestes o espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vos tão insensatos que tendo começado pelo espírito, acabais pela carne?”, (Gl 3:2-3)”.

h) Querer ser salvo pela lei, é ficar debaixo da maldição. “Todos aqueles, pois que são das obras da lei estão debaixo da maldição, porque está escrito:” “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las, (Gl 3:10)”.

i) Querer ser salvo pela lei, é meter-se debaixo de jugo. “Agora, pois, porque tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar?”, (At 15:10). “Estais, pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo de servidão”, (Gl 5:1).

j) Querer ser salvo pela lei, é ficar separado de Cristo. “Separado estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei”, (Gl 5:4).

k) Querer ser salvo pela lei, é cair da graça de Deus. “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela, da graça tendes caído”, (Gl 5:4).

l) Querer ser salvo pela lei, é Ter outro evangelho. “Maravilho-me que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo, para outro evangelho”, ( Gl 6:9).

m) Querer ser salvo pela lei, é ficar debaixo do ministério da morte e da condenação. “E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras…” “Porque se o ministério da condenação…”, (II Cor. 3:7, 9).

B – AFIRMAÇÃO – A LEI NUNCA FOI REVOGADA.

REFUTAÇÃO:

a) Cristo é o fim da lei. “Cristo é o fim da lei para justificar todo aquele que crê” (Rm 10:4).

b) Cristo desfez a lei dos Mandamentos. “” Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos que consistia em “ordenança”, (Ef 2:15).

c) O Senhor riscou a cédula que era contra nós nas suas ordenanças. “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós. Cravando-a na cruz”, “Cl 2:14-(17)”.

d) O antigo concerto envelheceu, agora estamos no novo. “Dizendo novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho, e envelhece, perto está de acabar”, (Hb 8:13). “Então disse, Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro para estabelecer o segundo”, (Hb 10:9).

e) O Velho Testamento foi para Cristo, abolido. “… Porque até hoje, o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo, abolido”, (II Cor. 3:13-14). Está escrito em Romanos 10:4: “O fim da lei é Cristo para justiça de todo àquele que crê”. No mesmo livro (Rm 3:21), diz: Agora se manifestou sem lei a justiça de “Deus”, “Que Cristo é o fim da lei também o provam”, (Cl 2:14-17; II Cor. 3:14).

f) A Lei ficou doente. “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne…”, (Rm 8:3).

g) Apenas algumas coisas da aliança passaram para o novo concerto. “Pelo que julgo que não se dava perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue”, (At 15:19-20). A lei funcionou como “AIO” conduzindo as pessoas a Cristo e ai terminou seu ministério. “De maneira que a lei nos serviu de” “aio” para nos conduzir a Cristo…”, (Gl 3:24)”, Porque todos o profetas e a lei duraram até “João”, (Mt 11:13), “A lei e os profetas duraram até João”, (Lc 16:16).

C – AFIRMAÇÃO – A SALVAÇÃO DEPENDE DA GUARDA DO SÁBADO.

REFUTAÇÃO:

a) A salvação depende da graça de Deus e não de guardar um dia. “Guardai dias, e meses e tempos, e anos. Receio de vós, para que não haja trabalhado em vão para convosco”, (Gl 4:10-11); “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova ou dos sábados”, (Cl 2:6).

b) A guarda do Sábado não é questão de fé e sim de consciência. “Um faz diferença entre dias e dia, mas outro, julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro no seu próprio ânimo, (Rm 14:5)”.

c) O Sábado do decálogo tem uma parte moral e eterna, e uma outra cerimonial e transitória. A parte moral: um dia de descanso: Os adventistas costumam citar as palavras bíblicas: “Eu o Senhor não mudo”, mas isso nada tem a ver com o Sábado. Portanto, o aspecto cerimonial, isto é, um dia fixo de descanso, é mutável, Jesus mostrou isto em Mt 12:5, e em Jo 7:21-23. Este lado cerimonial era pacto com Israel. Portanto, local.

d) Na primeira convenção da Igreja não ouve ratificação do Sábado, conforme se vê do relato de At 15:1-34. Essa primeira convenção mostra que, mesmo entre os judeus, o Sábado já não era mais observado, muito menos entre os gentios. A referida passagem diz que, por parecer do Espírito Santo e dos apóstolos, somente de quatro coisas deveriam os convertidos dentre os gentios se abster: das contaminações de ídolos, da prostituição, do que sufocado e do sangue.

e) O Sábado era um sinal entre Deus e o povo de Israel. “Tu, pois, fala aos filhos de Israel: certamente guardareis meus sábados, por quanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações”, (Êx 31:14); “Guardarão, pois, os meus sábados os filhos de Israel… entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre”, (Êx 31:16-17), “E também lhes dei os meus sábados para que servissem de sinal entre mim e eles”, (Ez 20:12).

f) Jesus é o Sábado. Em Mc 2:27, o Senhor diz que “o Sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do Sábado”. Quer isso dizer: O homem não deveria servir ao Sábado nem colocar-se sob seu jugo, mas empregá-lo para seu repouso; o Sábado foi instituído para prestar serviço ao homem. Em Mt 12:8, o Senhor diz ainda que “O Filho do Homem, até do Sábado, é Senhor”. Assim sendo Jesus pode fazer dele o que quiser. O certo é ficarmos com o Senhor do Sábado e não com o Sábado do Senhor.

Durante sua vinda a terra, o Senhor escolheu o Sábado como dia de trabalho. Vejamos alguns

exemplos:

1) A cura do endemoniado, Lc 4:31-47.

2) A cura da sogra de Pedro, Lc 4:38039.

3) A cura do homem da mão mirrada, Lc 6:6-11.

4) A cura da mulher paralítica. Lc 13:10-17.

5) A cura de um hidrópico, Lc 14:1-6.

6) A cura do doente de Betesda ((Note que o Senhor mandou o curado carregar seu leito, Jo 5:5-16)).

7) A cura de um cego de nascença, Jo 9:1-41. Foi a respeito dessas curas em dia de Sábado e pelas acusações recebidas que Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também”, Jo 5:17.

g) Não encontramos no Novo testamento passagem com relação à guarda do Sábado. Podemos observar que nove dos dez mandamentos constam no Novo Testamento, como preceitos morais para a vida cristã, mas o quarto, e tão discutido sábado não, como se vê no quadro abaixo sobre os dez mandamentos:

Antigo Testamento Novo Testamento

1) Êx 20:2-3 I Cor. 8:4-6; At 17:20: 21.

2) Êx 20:5-6. I Jo 5:12.

3) Êx 20:7. Tg 5:12.

4) Êx 20:8-11.

5) Êx 20:13. Ef 6:13

6) Êx 20:13. Rm 13:9

7) Êx 20:14 I Cor. 6:9-10

8) Êx 20:15 Ef 4:28

9) Êx 20:16. Cl 3:9; Tg 4:11.

10) Êx 20:17. Ef 5:3

O apóstolo Paulo em At 20:27, diz que tudo de proveitoso, ele ensinara e que anunciara todo o conselho de Deus. Entretanto nada ensinou sobre a guarda do Sábado. Isso é muito significativo. Outrossim, no Novo Testamento, há uma lista de pecados horríveis, mas a quebra do dia do sábado como dia de guarda não figura entre eles e nem menos é mencionado como pecado, enquanto no Velho Testamento, essa falta era punida com a morte, Nm 15:32, 36. Jesus também declarou que quando o Consolador viesse, ensinaria todas essas coisas, Jo 14:26-33, mas nada ensinou sobre a guarda do Sábado, nem diretamente, nem por meio de apóstolos. Não bastaria isso para pôr ponto final ao assunto?

h) A lei e o Sábado são sombra de bens futuros, “Porque sendo a lei a sombra dos bens futuros, então a imagem exata das coisas…” (Hb 10: 1). “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, pelo beber, ou por causa dos dias de festa ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras de coisas futura”, (Cl 2:16-17).

i) Pela salvação em Cristo, o crente está guardando seu Sábado, ou repouso espiritual. “Porque nós, os que temos crido, estamos no repouso…”, (Hb 4:3).

j) Quando morrer, ou quando Cristo vier, o crente entrará na guarda do Sábado, o repouso eterno na glória. “Porque se José lhes houvesse dado repouso, não falaria depois disto de outro dia, portanto, resta um repouso para o povo de Deus. Procuremos, pois, entrar naquele repouso”, (Hb 4:8-9,11).

D – AFIRMAÇÃO – PAULO GUARDAVA O SÁBADO, POIS PREGAVA AOS SÁBADOS NAS SINAGOGAS.

REFUTAÇÃO: O fato de pregar aos sábados, conforme os relatos em (At 13:14; 16:13; 17:2; 18:4), era para aproveitar a reunião dos judeus nesse dia. Ele próprio dá a razão disso em (I Cor. 9:19-23), dizendo que foi para ganhar os judeus que se fez judeu, isto é, procedeu como um judeu religioso.

E – AFIRMAÇÃO – OS ESCRITORES DO “NOVO TESTAMENTO” NÃO DOUTRINARAM SOBRE O SÁBADO, PORQUE O SÁBADO ERA GUARDADO POR TODOS ELES, PORQUE ERAM JUDEUS.

REFUTAÇÃO:

Mais uma vez a argumentação é falha, porque o que temos no Novo Testamento não é a doutrina de Paulo ou de Pedro, mas a do Espírito Santo. Como já vimos, N. T., menciona todos os mandamentos, exceto o quarto. Será esquecimento do Espírito Santo.

F – AFIRMAÇÃO – O SÁBADO ERA CHAMADO “CONCERTO PERPÉTUO, PORTANTO, COM VALIDADE PARA OS NOSSOS DIAS”.

REFUTAÇÃO:

É lógico que esse “perpétuo” ou sinal para sempre citado e, (Êx 31:16-17), só teria valor enquanto Israel guardasse a aliança, mas em (Jr 31:16-17), Deus mesmo diz que Israel anulou o concerto. Na lei há outras coisas perpétuas que os sabatistas não guardam a festa da páscoa, (Êx 32:14; as purificações, (Êx 30:21); os festivais sagrados, (Lv 23:21; a festa dos tabernáculos, (Lv 23:41; a circuncisão, (Gn 17:12-13). Mas eles dizem que isso foi abolido, mas o Sábado, não))).

G – AFIRMAÇÃO – O SÁBADO FOI INSTITUÍDO POR DEUS POR OCASIÃO DA CRIAÇÃO, SÉCUL.OS ANTES DA LEI, POR ISSO CONTINUA DEPOIS DELA.

REFUTAÇÃO:

Isto também não tem menor fundamento. Em Gênesis não consta que o sétimo dia fosse o Sábado. Também não consta Deus Ter mandado o homem guardar o Sábado após a criação, (Gn 2:3). O Sábado é mencionado como mandamento em (Êx 16:23-30), e isto há 2.500 anos após a criação. O livro de Gênesis não menciona haver alguns dos patriarcas guardando. Mas esmagadora prova são as palavras citadas em (Dn 5:3), Moisés afirma que o concerto do Sinai não era conhecido dos que viveram antes dele. Vê-se, pois, que o sabatismo não resiste a uma análise bíblica isenta de preconceitos como a que ora fizemos.

REFUTAÇÕES ISOLADAS SOBRE A GUARDA DO SÁBADO.

A Ciência:

1) Os adventistas não podem observar todos os mesmos períodos de tempo na guarda do Sábado devido aos usos horários. Por exemplo: Os adventistas da Califórnia trabalham três horas no Sábado adventistas de Nova Iorque. Os sabatistas de Costa Rica começam a guardar o Sábado 12 horas depois dos sabatistas chineses. O Sábado na Austrália começa 18 horas antes do Sábado na Califórnia.

2) Como os sabatistas vão saber que estão guardando o Sábado da criação, se a data desse período não pode ser precisada, se os calendários históricos mudaram uns cem números de vezes?

3) Outro físico que contraria a pretensa guarda uniforme e simultânea do Sábado é apontada pelo “Bíble Institute” Pag. 145: Nas regiões polares, de acordo com a época do ano, o dia duras vários meses.

2) O Sábado comemora a criação física terminada. O Domingo comemora a redenção terminada, que redunda em nova criação espiritual.

3) No Sábado, Cristo estava morto, no Domingo revivido.

4) Um homem que se perde na floresta tem noção dos dias para guardar o Sábado? Como se haveria um sabatista em tal caso?

5) A guarda fixa do Sábado aplicado ao tempo da graça põe em dúvida a doutrina da salvação pela graça mediante a fé; essa mesma doutrina que os sabatista dizem professar. Realmente eles não definem se a salvação é por graça ou mediante a obediência, uma vez que ensina haver salvação sem a guarda do Sábado. Em (Gl 2:21), está escrito, que se a nossa justificação provém da lei, Cristo morreu debalde.

6) No Monte da Transfiguração, estando a lei e os profetas representados por Moisés e Elias, a quem disse o Pai que deveriam ouvir? – “a ele ouvi”, foi o que falou.

7) Os sabatistas dizem que guardam o Sábado das 18:00 às 18:00, como ordena a lei. Sim, fizeram isso no princípio, durante dez anos, depois desistiram (ver The Chaos of Cults, pág. 142).

8) Conforme (Ex 31:14-15), se a guarda do Sábado estivesse em vigor, não estaríamos todos mortos?

H – AFIRMAÇÃO – A LEI ESTÁ DIVIDIDA EM PARTES: CERIMONIAL E MORAL.

REFUTAÇÃO:

a) Nas 400 vezes que a palavra lei é mencionada na Bíblia, em nenhuma delas é feita a distinção entre “moral” e “cerimonial”.Os sabatistas dividem a lei por conveniência. Chamam ao Decálogo “Lei Moral” e ao restante “Lei Cerimonial”. Ensinam que a lei cerimonial foi abolida por Cristo e que a moral permanece. Com este arranjo tem bem feito, atraem os ingênuos, envenenando-os a guardar o decálogo, onde se acha o Sábado. Mas tal distinção não está na Bíblia. Em Romanos 7:7, o apóstolo Paulo cita uma palavra sobre decálogo e afirma que a “lei diz”, não a lei moral “diz”. Em Mateus 12:5, Jesus citou uma passagem de Números dizendo apelas “a lei” e não a “lei cerimonial”, Em Lucas 24:44, Ele se referiu a todo o Pentateuco como a “lei de Moisés”. Em Mateus 22:36, quando um doutor perguntou Qual era o maior mandamento da lei, Jesus não perguntou de qual lei? É notável também o fato de Jesus, em (Jo 10:34), citar uma passagem do (Sl 82:34), declarando que era da lei. Portanto, quando a Bíblia fala da lei de Moisés por divina revelação, (Jo 1:17; 7:19).

b) Conforme mencionamos, a lei é indivisível. Nela vemos não somente leis morais e cerimoniais, mas também constitucionais quando tratam de cidadania, deveres do rei, organização do exército, poder judiciário, etc. Há também leis sobre moral, pessoas físicas, propriedades, etc., e leis humanitárias. Mas a lei como um todo é indivisível.

I – AFIRMAÇÃO – A LEI CERIMONIAL FOI ABOLIDA.

REFUTAÇÃO:

a) Eles afirmam que a lei Cerimonial foi abolida, quando esta, repleta de preceitos morais e eternos principalmente, (Lv 19). Dizem também que tudo que não pertence ao Decálogo é “lei cerimonial”. Os textos abaixo não pertencem ao Decálogo e não serão abolidas, enquanto o homem habitar sobre a terra:

1) “Sereis santos”, (Lv 19:2);

2) “Não torcerás o juízo”, (Dt 16:19);

3) “Perfeito serás”, (Dt 18:13);

4) “Não seguirás a multidão para fazeres o mal”, (Êx 23:2);

5) “Não te vingarás nem guardarás ira”, (Lv 19:18).

Estes preceitos, como dezenas de outros similares, não estão no Decálogo, mas são tão obrigatórios como qualquer um desse código. Há uma lei moral escrita no coração de todo homem, que condena, quando ele rouba, mata, comete desonestidade etc, mas ninguém se sente condenado por não guardar o Sábado, exceto quando é doutrinado a esse respeito.

b) Por seus atos os próprios sabatistas demonstram que a lei cerimonial não foi abolida, pois não comem carne de porco, instrução dessa lei, que eles declaram estar abolida, (Lv 11:1-8; Cl 2:16, 20,23).

J – AFIRMAÇÃO – A PARTE MAIS IMPORTANTE DA LEI É O DECÁLOGO.

REFUTAÇÃO:

a) Os sabatistas procuram demonstrar a superioridade do Decálogo, afirmando o seguinte:

1) Que foi escrito pela mãe de Deus;

2) Que foi escrita em pedra; e.

3) Que foi guardada dentro da arca.

b) Também apontam a inferioridade da lei cerimonial; declarando:

1) Que foi escrita por Moisés (conforme Êx 34:27), (também veio de Deus);

2) Que foi escrita em material inferior, (Êx 24:7), em um livro; e.

3) Que foi guardada fora da arca, (Dt 31:24-25).

O Decálogo é a síntese de toda a lei. De fato, tudo que há no Pentateuco está em resumo no Decálogo. É a essência, a súmula dele. (Foi escrito em tábuas de pedra para ser um testemunho visível do conserto que Deus fez com Israel; por isso é chamado “Tábuas de Testemunhos”, Êx 31:18).

c) Isso é um argumento muito pobre e fraco, pois a Palavra de Deus nos informa que dentro da arca foram colocados vários outros objetos como a vara de Arão e o vaso contendo o maná. Todas essas coisas eram transitórias. Até a própria arca na Aliança. Conforme lemos em (Dt 10:1-5; 31:26). O que foi colocado fora da arca o foi porque tinha de ser manuseado constantemente.

d) Os sabatistas quebram a chamada lei moral: Em (Êx 20:9), está escrito.

“Seis dias trabalharão”. Ora, eles só trabalham cinco, pois, no Domingo não há trabalho, pelo menos nas nações de formação cristã.

e) A parte mais importante da lei não é o Decálogo, conforme se lê em (Mt 22:35-40). Nenhum dos dois mandamentos aí citados encontra-se no Decálogo. O primeiro está em (Dt 6:5), o segundo em (Lv 19:8). Em (Mt 22:40), Jesus declara que toda a lei depende destes dois mandamentos.

L – AFIRMAÇÃO – SEM LEI O HOMEM TEM LIBERDADE DE PECAR.

REFUTAÇÃO:

a) O crente está debaixo da lei de liberdade. “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera”, (Tg 1:25).

b) O crente está debaixo da lei do espírito de vida. “Porque a lei do espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”, (Rm 8:2).

c) O crente está debaixo de um novo mandamento. “Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei a vós”, (Jo 13:34). “O seu mandamento é este: Que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo”, (I Jo 3:23). Pela separação da Palavra de Deus em nós, temos vida, pureza e esperança eterna, (vede I Jo 3:3; I Pe 2:16; 1:3-25; Jo 8:32). Assim vivendo, o crente pode afirmar que os “seus mandamentos não são pesados”, (I Jo 5:3).

d) Conforme (Rm 5:13), o crente está sem lei, ele tem a lei de Cristo, (Gl 6:2. I Cor. 9:21; Mt 11:29). O apóstolo Paulo declara Ter morrido para a lei a fim de viver para Deus, (Cl 2:19).

M – AFIRMAÇÃO – EM 1844, JESUS ENTROU NO SANTUÁRIO CELESTE PARA PURIFICAÇÃO DO PECADO; CONFORME (Dn 8:13-14).

REFUTAÇÃO:

a) O texto a que eles se apegam, isto é, (Dn 8:13-14), não se refere ao Céu, e sim ao Templo de Jerusalém. A Sra. White afirma que a purificação mencionada nesse texto refere-se a Cristo purificando o santuário do Céu quando, na realidade é uma referência a Judas Macabeu purificando e reedificando o templo em Jerusalém que foi profanado por Antioco Epífanes em 25 de dezembro de 169 a.C., e purificado por Judas em 165 a.C., até que ficou conhecido como Festa da Dedicação, (Jo 10:22). As “2.300 tardes e manhãs” são 1.150 dias, isto é, os três anos e dois meses que decorreram entre a profanação e a purificação.

b) A obra de Cristo neste período da graça é de intercessão e não de purificação.

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7:25).

c) Cristo já fez a purificação dos pecados.

“… havendo feito por si mesmo a purificação dos pecados assentou-se à direita da majestade nas alturas”, (Hb 1:3). Nessa mesma epístola, (Hb 8:1), afirma-se que Cristo está agora assentado, o que indica missão terminada. No A. T., os sacerdotes ao ministrar, nunca se sentavam, porque seu trabalho não era perfeito, realmente, quanto à salvação, Cristo já fez tudo. Seu trabalho, agora, é o sacerdotal de intercessão, (Hb 7:25). No templo, o sacerdote sempre tinha sacrifícios que oferecer, mas com Jesus já não acontece assim. (vide Hb 10:12).

d) Cristo entrou no santuário do Céu, em 1844, mas 40 dias após a sua ressurreição, quando

ascendeu (vide At 1:11; 7:25; Ef 4:10).

10 – AFIRMAÇÃO – A EXPIAÇÃO DOS PECADOS É FEITA POR JESUS E SATANÁS.

REFUTAÇÃO:

a) Os sabatistas citam para a sua defesa Lv 16:15-21 e declaram que no da Expiação, o bode imolado para a expiação do pecado do povo tipificava Cristo, e o outro, enviado ao deserto, levando as iniqüidades do povo de Israel tipificava o Diabo. Dizem que Deus lançara o pecado dos remidos sobre o Diabo e o enviara ao inferno para ser aniquilada pelo fogo (Bible Readings, ed. 1915), essa interpretação é falsa, pois, os dois bodes tipificavam as duas fazes da obra expiatória de Cristo. A expiação dos pecados é vista no bode que morre, e a remoção dos pecados pelo perdão está simbolizada no bode enviado para o deserto, para longe, Sl 103:3-12; Is 43:25.

b) Satanás não pode Ter parte na sublime obra da expiação; a idéia de sua participação é repulsiva a qualquer pessoa espiritualmente esclarecida. Caso semelhante ao desses bodes temos Lv 14:1-7, onde duas aves também representam dois aspectos da salvação, a ave que vive e a ave que morre são figuras da morte e ressurreição de Cristo, Rm 4:4. Além disso, o bode segundo a Lei, era animal limpo e Satanás não se pode a ele comparar.

c) Foi unicamente sobre Jesus que caiu as nossas iniqüidades e não sobre o Diabo.

“Mas o Senhor fez cair sobre Ele à iniqüidade de nós todos”, Is 53:6; “levando Ele mesmo em seu corpo nossos pecados sobre o madeiro…”, 1 Pe 2:24.

d) Sem derramamento de sangue não haveria remissão. “… e sem derramamento de sangue não haverá remissão”, Hb 9:22; “… Igreja de Deus que ele resgatou com seu próprio sangue”, At 20:28. Pelo sangue de Jesus é que o crente recebe as mais diversas bênçãos, como:

1) Proximidade de Deus, Ef 2:13;

2) Santificação, Hb 13:12;

3) Justificação, Rm 5:9;

4) Libertação da ira, Rm 5:9;

5) Paz, Cl 1:20;

6) Redenção, Ap 12:11;

7) Purificação, 1 Jo 1:7.

e) Cristo, “por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário havendo efetuado uma eterna redenção”, Hb 9:12, com o que cumpriu o que estava escrito. “É o sangue que fará expiação pela alma”, Lv 17:11.Satanás não tem parte na sublime obra da redenção: ele é inimigo de Deus e da humanidade. Por isso é chamado de: Diabo, o que significa caluniador, pois mente contra Deus, Gn 3:2-5, e acusa o homem, Ap 12:10:

1) Destruidor, Ap 9:11;

2) Serpente, Ap 12:9, que nos faz lembrar aquele agente no jardim do Éden, levou o homem a pecar;

3) Tentador, Mt 4:3s sempre com intuito de levar o homem a distanciar-se de Deus;

4) Príncipe e deus deste século, Jo 12:31; 2 Cor. 4:4. Agita os homens e leva-os ao caos, segam-lhes o entendimento.

f) As atitudes do Diabo:

1) Perturbar a obra de Deus, 1 Ts 2:18;

2) Opor-se ao Evangelho, Mt 13: 19;

3) Dominar, cegar, enganar os homens, Lc 22:3; 2 Cor. 4:4; Ap 20:7-8. O Diabo é descrito como sendo presunçoso, Mt 4:4-5; Orgulhoso, 1 Tm 3:6; Astuto, 2 Cor. 11:3; Enganador, Ef 6:11; Feroz, 2 Pe 5:8. Por tudo isso é fácil qualquer mente esclarecida concluir que Satanás não pode Ter parte na obra de Redenção.

Revelações Estapafúrdias:

“A 16 de dezembro de 1848, o Senhor me deu uma visão acerca do abalo das potestades do céu. (…) Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. A Santa cidade descerá por aquele espaço aberto.” – Ellen G White (Vida e Ensinos, pág. 110; Primeiros Escritos, pág, 41)

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